sexta-feira, dezembro 16, 2005

Meia Dúzia de Missangas!!!

Vou contar-vos o que me aconteceu no outro dia.
Eu, como alguns já sabem, faço artesanato, mais propriamente bijuterias, objectos decorativos, pinturas, entre outras coisas, e agrada-me bastante fazer este tipo de trabalhos. Mas em Portugal é dificil encontrar material interessante e a bom preço.
Na passada semana, andava eu nas compras de Natal no Oeiras Parque e qual não é o meu espanto quando vejo uma loja com imenso material para fazer colares, brincos, pulseiras, todas essas coisas que as mulheres gostam. Entrei na loja e começei a ver tudo o que havia, estava a ficar maluca com tanta missanga, pedrinhas, fechos, arames, fios, tudo o que se possa imaginar e com cores fantásticas que despertam a atenção de qualquer um. Antes de escolher o que ia comprar olhei para os preços... e pensei... Meu Deus não é possível! Nem queria acreditar, uma simples missanga custa entre €0.20 a €1.50, sem falar nos fios para pôr as missangas, os arames, etc. Foi para esquecer!!! De qualquer forma, gostei tanto de algumas que resolvi comprar meia dúzia delas para fazer um "colarzinho" ("zinho", claro). Cheguei ao balcão da loja para pagar as boas das missangas e, enquanto estava à espera da minha vez distraí-me a observar as contas das pessoas que estavam à minha frente. Eu sei que parece "cuscuvelhice", mas acreditem que à medida que as pessoas iam pagando eu ia ficando cada vez mais preocupada, pois as contas eram enormes para tão pouca coisa. Chegou a minha vez, e como eu temia, depois da empregada da loja fazer uma conta que parecia não acabar, fui surprendida com uma conta de €15. Nesse momento enlouqueci de vez... e perguntei à empregada se não se tinha enganado na conta, porque aquele valor era um absurdo para meia dúzia de missanguinhas. Ela olha para mim, e com um sotaque "abrasileirado" diz: « não estou enganada é esse o valor que tem a pagar », só podia estar louca, eu jamais pagaria aquilo, a não ser que, em vez de missangas, fosse ouro ou prata, isso sim... Como é óbvio desisti da compra mesmo no acto do pagamento.
Saí daquela loja completamente revoltada, não consegui deixar de pensar na quantidade de pessoas que são enganadas naquela "lojeca de quinta", acredito que muitas pessoas ficam fascinadas ao ver tudo aquilo, eu fiquei, esse é o objectivo daquela loja, fazer com que as pessoas se encantem por tudo para obter um lucro bastante razoável. Não critico o objectivo da loja em tentar alcançar um bom lucro, critico sim, a forma absurda de o fazer.
Acho que já falei de mais, mas é sempre bom desabafar!!!
Meia dúzia de missangas ...

Tertulia de "Blogues" com Pacheco Pereira




Decorreu, no passado dia 7 de Dezembro, às 19 horas, mais uma Tertulia sobre “Blogues”, na livraria Almedina, no Atrium Saldanha, com a preseça de José Pacheco Pereira, autor do Abrupto.

A história dos “blogues”, em Portugal, não se faria sem nomear o colunista e intelectual respeitado, Pacheco Pereira. Historiador e ex-dirigente do PSD, Pacheco Pereira marcou a rede de “blogues”, sendo o autor Abrupto, blogue onde revela a sua identidade através dos seus textos.
Neste encontro, onde o assunto principal é a importância dos “blogues”, Pacheco Pereira referio «... o “blog” dá-me uma quantidade significativa de coisas que nenhuma televisão, rádio ou jornal não me dão...». segundo ele, o “blog” permite escrever livremente, sem obdecer a nemhuma agenda, ele escreve nos seus blogues sobre aquilo que mais lhe interessa, nomeadamente, comunismo, arte, astronomia e ciência.
O Abrupto é a concretização de um projecto antigo do autor e realizado com sucesso, visto que, ele chega a receber 140 mails por dia. Pacheco pereira garantiu que enquanto tiver disponibilidade e “cabeça”, o Abrupto vai existir e adiantou também que vai fazer um novo “blog”, baseado no livro que publicou sobre a biografia de Álvaro Cunhal.Será um complemento do livro, onde o comunismo é o foco central.
Fora da “blogosfera”, o autor lançou recentemente o seu 3º livro, intitulado “o Prisioneiro”, que retrata o período de prisão do lendário comunista.
MM
recomendo : abrupto.blogspot.com

domingo, dezembro 11, 2005

Efémera

Como é que um simples bichinho, ou melhor, um simples insecto consegue aproveitar num dia, aquilo que nós humanos, não aproveitamos numa vida inteira? Será que, se a nossa vida fosse um dia, ou como muitos dizem, três dias, nós iríamos alcançar tantas grandezas como a efémera?
MM