DIA DA MULHER
Neste dia especial dedicado à mulher achei que este seria um assunto pertinente. Aproveito para desejar as maiores felicidades a todas as MULHERES do mundo, especialmente aquelas que, em pleno século XXI, ainda são descriminadas e mal tratadas pela sociedade.
A Fundação Alola surgiu em 2001, fundada por Kirsty Sword Gusmão, a esposa do líder, Xanana Gusmão, tendo como objectivo ajudar as mulheres timorenses contra os abusos sexuais.
Kirsty Gusmão teve esta iniciativa depois de conhecer uma menina de 14 anos, escrava sexual de um homem. Ao mesmo tempo que isto a impressionou, deu-lhe impulso para criar a Alola e tem lutado para a libertar a menina deste horror, ainda hoje este caso persiste.
Hoje, a Fundação está mais desenvolvida e responde a muitas necessidades da mulher timorense, tais como, advocacia, poder económico, educação, cuidados durante a gravidez e assistência humanitária.
A mulher timorense foi vítima de inúmeras violações dos direitos humanos, por parte dos indonésios, o que deixou marcas profundas nos seus comportamentos e na sua vida social. A Alola defende os direitos das mulheres, as suas escolhas e as suas aspirações, dando-lhes força e ajuda na conquista da sua independência económica. A Fundação promove também acções de formação na área da saúde, de forma a reduzir a taxa de mortalidade infantil e maternal.
A indústria caseira de panos em teares, os chamados “Tais”, é manipulada pelas mulheres, que na confecção de um pano gastam cerca de quinze dias úteis de trabalho. A mulher timorense deseja mais que isso, ela quer participar na vida política e social do seu país. Ainda hoje, em pleno século XXI, as mulheres de Timor lutam pela igualdade de género e querem ver eliminados os sistemas tradicionais, sociais e culturais que a descriminam.
M.M


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BJ
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